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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

nothing sweet about me



Gabriella Cilmi é daquelas surpresas do ano. O seu single de estréia "Sweet About Me”, lançado em março deste ano, catapultou-a para uma carreira internacional. Com a apenas 17 anos, acabados de completar, esta australiana de raízes italianas começou sua carreira numa garagem de amigos, em Melbourne a fazer covers dos Led Zepplin, Kings of Leon e dos Jet. Mas foi quando cantou num festival local que as coisas começaram a acontecer. Um ano depois estava a estrear-se num clube em Londres. Pouco tempo depois estava a assinar pela Island Records. Gravou todas as canções de “Lessons to be Learned”, seu álbum lançado em Junho deste ano, no seu idílico estúdio em Kent e ao mesmo tempo que apresenta como referências canções de Cat Stevens.

vídeo de oura versão de sweet about me:


Comparada com Amy Winehouse, eu acho que Gabriella Cilmi tem o estilo anos sessenta e a voz levemente parecida, mas mais pop-rock. Aliás, virou mania comparar qualquer pessoa com a voz mais potente a Winehouse o que injusto para qualquer uma das comparadas. Cilmi no estilo de cantar e nas músicas não tem qualquer referência a Winehouse (não concorda, é só ouvir o álbum da menina para verificar). E a moça, inclusive, não gosta da comparação. Certo é que a indústria fonográfica deve está a procurar de vozes potentes com mais volúpia a fim de satisfazer os ouvintes, pegando a carona no sucesso da Amy. Será que Gabriella não passará de moda, só o tempo dirá. O que dá para aproveitar é a boa música da cantora teen.

Outras músicas de Gabriella Cilmi:
gabriella cilmi

Para mais sobre Gabriella Cilmi, ler http://entertainment.timesonline.co.uk/tol/arts_and_entertainment/music/article3320160.ece.

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terça-feira, 3 de junho de 2008

"he’s tried to make me go to rehab"



O show de Amy Winehouse no Rock in Rio Lisboa foi decepcionante e algumas publicações disseram que o futuro da cantora é incerto. Com problema da voz, a cantora entrou uma hora atrasada, se desculpando e admitindo que deveria ter cancelado o show considerado morno, ainda mais considerando que ela foi um sanduiche entra a popular-levanta-garotada Ivete Sangalo e o mister-big-show-guitarrista Lenny Kravitz. Não voltou ao palco para o bis. Como cantora, duvido que esteja acabada, eu não sei se ela consegue é viver um ano mais assim, a mulher tá num estado lastimável.



Enquanto a cantora parece não sair do buraco, fãs esperam salvá-la. A atriz brasileira Giselle Itié , por exemplo, fã da cantora inglesa, decidiu estar na pele dela em um ensaio assinado por Hanna Jatobá (foto acima) publicado pela Trip de Maio. Ao lado do DJ Felipe Solari, que encarnou o marido de Amy, Blake Fielder-Civil , a atriz fotografou nas ruas de São Paulo. O projeto, batizado de “Save Amy”, cresceu e vai virar uma exposição, que será lançada na próxima hoje em São Paulo. Giselle Itié abraçou a causa e propõe um questionamento maior sobre os limites do prazer e o abuso de drogas. Itié não se acha parecida com a cantora, mas algumas fotos impressionam.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

a encrenqueira do soul e voz de 2007


Amy Winehouse: a voz de 2007, sem dúvida, é a diva mais inesperada da nova soul. Destrói a candura das «girls-groups» dos anos 60 quando canta.

Os cabelos pretos, cheios de ondas vivas, passam longe do estilo louro-e-domesticado da maioria das cantoras jovens, e o visual é um mix original da moda anos 60 com os acessórios dourados dos rappers e dos "chavs" ingleses. Infelizmente, a cantora corporosa tem dado espaço a uma anoréxica, mas vamos falar então da voz e não dos problemas de amy winehouse.



As músicas revelam os traços de uma mulher geniosa, sincera, cool e divertida, capaz de rir da estupidez alheia e de suas próprias burradas, de confessar seus vícios e de contar como chorou largada no chão da cozinha por causa de um romance fracassado.

Depois de tudo isso, fica difícil não se apaixonar por Amy Winehouse. Se a descrição não for convincente, basta apertar o play em "Back to Black", segundo CD da cantora da mais recente safra de talentos britânicos, para reconhecer suas qualidades nada ordinárias.

Em Back to black, que tem apenas composições dela própria (algumas em parceria), Amy revisita o som de girl-groups como Martha Reeves & The Vandellas, Supremes e Shangri-Las (esse, com direito a agradecimento no encarte) em faixas como "Tears dry in their own" e no primeiro hit, "Rehab". Esta, por sinal, é barra pesada - a letra - cujo título, em bom português, é "reabilitação" - trata dos problemas da cantora com o álcool, já conhecidos publicamente ("eu e a bebida temos uma relação bem intensa, de amor e ódio", confessou ela com exclusividade para um jornal brasileiro, recentemente). Músicas como "You know I'm no good" e "Love is a losing game" poderiam ter saído da mão de um Otis Redding e estar no repertório de uma Aretha Franklin - o que não é motivo para ninguém sair endeusando a moça (como diz o ditado: notícias, sucessos pop, salsichas, mariola... se for consumir, melhor não ver como nada disso foi feito). Nas letras, Amy larga qualquer condição de musa soul que o mercado poderia lhe impor e vem com uma carga pesada - problemas existenciais, relacionamentos complicados, etc.

Quem quiser dar uma sacada no som de Amy antes de comprar ou baixar o CD, vale informar que ela tem um MySpace - oficial, com direito a endereço na contra-capa do disco e tudo. Fica em www.myspace.com/amywinehouse. Por sinal, resta saber qual lado vai aparecer cada vez mais na mídia, se o de cantora/compositora inspirada e belíssima fisicamente, ou o de encrenqueira bebum - os tablóides ingleses, que já andam em polvorosa por causa das doideiras de Britney Spears, já andam explorando as brigas de Amy com outras artistas e suas declarações sobre bebidas e drogas.

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