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domingo, 23 de março de 2008

o espírito pascoal e o folar

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A Páscoa como o Natal tem seu espírito também sabotado, neste caso pelo tal do coelhinho da Páscoa. E se no Brasil a festa religiosa era sempre introduzida pela minh católica mãezinha, sem ela parece mais uma esbórnia de chocolate, mas sem o chocolate que a gente vê nos tetos das lojas no Brasil. Aqui eu tenho que comer amendoazinhas, nada mal... Mas o que sinto mesmo falta é dos sermões maternais da nossa (minha e de minha irmã) falta de religiosidade e o almoço de Sexta-Feira Santa com peixe e da Páscoa com coisinhas boas e no fim bombons para se fartar... Ah, que falta de me comer até fartar... Então a sexta-feira foi passada numa almoço a correr para ir trabalhar porque o mundo não pode viver um feriado sem comprar (a esbórnia do consumismo) e eu a vender. E a Páscoa só não será o mesmo porque calhou d'eu ganhar a Páscoa. Pelo menos uma coisa boa... Mas o que eu queria era que o Seu Coelho da Páscoa me trouxesse um ovo nº 20 podia ser até Serenata de Amor. Pronto, um pacotinho de amêndoas é até gostoso, mas não consigo me fartar... Resta o Folar, ah.. o folar, aquele pão com canela e erva-doce... hummm...

Receita de Folar

500 g farinha
100 g margarina
35 g fermento de padeiro
125 g açúcar
3 ovos
2 dl Leite Morno
q.b. sal
q.b. canela
q.b. erva doce
4 ovo(s) cozido(s)

1. Dissolva o fermento num pouco de leite morno e junte alguma farinha. Faça uma bola bem húmida e deixe levedar 20 minutos.


2. Amasse a restante farinha com o açúcar, o leite e os ovos e junte a bola de fermento.
Bata bem. Acrescente a manteiga, o sal e as especiarias. Bata até a massa se soltar da tigela. Deixe levedar numa tigela tapada com 1 cobertor, em local protegido e ameno, durante + ou - 3 horas.

3. Faça então uma bola ligeiramente abolachada, onde coloca os ovos previamente cozidos e frios. Com um pouco de massa faça uns cordões que coloca a rodear os ovos. Pincele com gema de ovo, deixe levedar mais 1 pouco e leve a forno quente (200ºC) até ficar bem corado e cozido.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

quando a saudade de doces aperta


Começamos a falar de doces e a fome aumentou, agora saudades dos doces de minha terra: quindim.

Sempre fui uma grande apaixonada por doces ao qual o brigadeiro sempre fez parte importante duma lista. Eu até faço bons brigadeiros e, sejamos sinceros, bons brigadeiros comprados nas pastelarias somente mesmo no Brasil. Porém, de brigadeiros eu não sinto tanta falta ou de cocadas e afins são doces que eu faço com certeza, mas quindins estes sim.

Quindim é um doce brasileiro, original do Nordeste que tem como ingredientes gema de ovo, açúcar, farinha de trigo e coco ralado. Normalmente o doce, pode ser preparado preparado em formas pequenas como aquelas de empadinhas ou em formas grandes de pudim, práticos para comer a tarde no lanche. Aqui até tem, às vezes com o nome diferente, eu sempre o chamo de quindim e de algum modo sou atendida, mas ainda não comi nenhum como aqueles que eu comia no centro do Rio de Janeiro, ou os da minha infância.

Ingredientes:
1/2 receita dá 24 quindins
200 gr de côco (1 côco);
20 gemas;
1/2 kg de açúcar;
50 gr. de manteiga.

Modo de Fazer:
Passar o coco por uma peneira, misture o resto dos ingredientes mexendo sempre e bem.

Forma untada com manteiga e açúcar (o Karo ainda é melhor, etiqueta vermelha).

Assar em banho maria, forno quente.

Para desenformar, deixar esfriar.

Fonte: Saborosas.com

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segunda-feira, 24 de setembro de 2007

para adoçar a vida, doces algarvios



Para quem não resiste a tentação, feitos com as amêndoas, os figos e as alfarrobas cultivadas por todo o Algarve, os doces algarvios deixam no paladar um sabor de quero mais.

Já sabe a outono, e o friozinho chegou na esquina e já a fome de doces aperta. Para comer doces algarvios nada como ir a Casa da Isabel na Rua Direita. Os melhores doces caseiros de Portimão estão ali.

No Algarve, ninguém resiste aos Dom Rodrigo, morgados, morgadinhos, figos cheios, queijos de figo, figos com amêndoa e chocolate, pastéis de batata-doce de Aljezur e tantos outros doces tradicionais. Um reino de fantasia que relembra a passagem árabe por estas paragens.

As amendoeiras e as figueiras, típicas da região, são as grandes protagonistas destas obras. As amêndoas conferem o doce sabor aromático aos Dom Rodrigo, às bolas de ovo ou chapelinhos, aos ovos-moles, às vieiras, alcofinhas, queijinhos, nozes e castanhas, a que se acrescenta o chocolate. A pastelaria mais requintada inclui ainda o morgado de amêndoa e o maçapão, aqueles bolos de massa dura de amêndoa, recheada de fios de ovos e doce de chila, com a particularidade do primeiro ser usualmente enfeitado com motivos regionais e flor de amendoeira.

O doce de figo é outra especialidade da região que varia consoante seja utilizado o fruto inteiro, esmagado ou, simplesmente, seco e torrado no forno. Os folares são normalmente confeccionados por altura da Páscoa, mas deixam uma vontade em todo o ano.

Aqui vamos deixar a receita do Morgado de Amêndoa, somente uma das tantas delícias citadas aqui.

Morgado de Amêndoas
Ingredientes:
250 g de amêndoas
250 g de açúcar
meia chávena de chá de doce de chila
1 chávena de fios de ovos (bem cheia)
1 chávena de ovos moles espessos
125 g de açúcar em pó
massa de amêndoa para enfeitar
pérolas prateadas
farinha

Modo de Fazer:
Pela-se a amêndoa escaldando-a com água a ferver, enxuga-se com um pano e deixa-se secar ao sol ou em forno quente com a porta aberta. Depois de seca passa-se a amêndoa 4 ou 5 vezes pela máquina de ralar de modo a ficar finíssima. Dispondo-se de moinho eléctrico, deve ser utilizado para este trabalho, pois é muito mais rápido.
Leva-se o açúcar ao lume com 1,5 dl de água e deixa-se ferver até se obter ponto de pasta (102º C). Adiciona-se a amêndoa ralada e, sobre lume muito brando e mexendo sempre, deixa-se cozer até se aperceber o fundo do tacho, isto é, até fazer ligeiramente estrada. Retira-se o preparado do lume e deita-se sobre a pedra da mesa previamente polvilhada com farinha ou untada com óleo de amêndoas doces. Deixa-se a massa de amêndoas arrefecer um pouco e, logo que seja possível mexer-lhe, amassa-se. Este trabalho faz-se mais facilmente dividindo-se a massa em 3 partes e amassando cada parte separadamente. Quando pronta, a massa deve ser finíssima. Geralmente deixa-se ficar assim até ao dia seguinte.

Volta a trabalhar-se a massa e retiram-se dois terços de porção. Volta-se um tabuleiro ao contrário, polvilha-se com farinha e sobre este tabuleiro, que apenas serve de suporte, estende-se a massa em círculo. Começa-se então a puxar os lados para cima, dando-lhe a forma de uma tigela com os bordos baixos (3 dedos de altura). No Algarve diz-se que se fez a «alcofa». A massa do fundo deve ficar bastante mais espessa do que a massa que forma os lados. O esticar e moldar da massa pode ser ajudado com uns pós (poucos) de farinha e as mãos devem ser lavadas e enxutas várias vezes.

Feita a «alcofa», coloca-se dentro uma camada de doce de chila bem espalhada. Sobre esta dispõem-se os fios de ovos e finalmente os ovos moles. A «alcofa» deve ficar bem cheia.

Com a massa que resta molda-se um círculo que servirá de tampa. Este círculo deve ter sensivelmente a espessura do fundo e o diâmetro da «alcofa».
Viram-se os bordos das paredes do morgado sobre os ovos moles e fecha-se o bolo com o círculo de massa. Com uma faca molhada em água (fria ou quente) alisa-se a massa da tampa na parte do remate, de modo a torná-lo imperceptível. O morgado tem agora a configuração de um queijo da serra. Espera assim cerca de 2 horas.

Tal como se faz ao queijo da serra, contorna-se o morgado com uma tira de pano de 3 dedos de largura e ata-se para impedir que o morgado abra ao cozer. Pincela-se com clara de ovo.

Leva-se o bolo a forno esperto até adquirir uma cor ligeiramente dourada. A superfície ganha geralmente algumas bolhas. Retira-se o morgado do forno e deixa-se arrefecer.

Bate-se o açúcar em pó (mais vulgarmente conhecido por açúcar inglês) com um pinguinho de água ou um pouco de clara de ovo, até se obter um preparado espesso que se aplica com o pincel na parte superior e nos lados do morgado. Deixa-se secar, não completamente.

Enfeita-se o morgado com flores ou outros motivos feitos com massa de amêndoa, pérolas prateadas, e contorna-se com uma franja tripla de papel de seda, de papel cristal e de papel celofane.

* As porções indicadas dão um morgado com cerca de 22 cm de diâmetro.

** Há que junte gemas de ovos na massa de amêndoas (3 gemas para as quantidades indicadas).

Fonte: Roteiro Gastronômico de Portugal

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domingo, 8 de abril de 2007

receita de páscoa

Os ovos de páscoa não são grande tradição em Portugal, ao contrário, eles dão amêndoas com chocolate uns aos outros. Mas a grande tradição mesmo é uma espécie de pão, o folar. Logo abaixo a receita por Ana Gomes no site petisco.Aliás, Feliz Páscoa a todos!

Ingredientes
500 g farinha
100 g margarina
35 g fermento de padeiro
125 g açúcar
3 ovos
1 copo de Leite Morno
q.b. sal
q.b. canela
q.b. erva doce
4 ovo(s) cozido(s)

1. Dissolva o fermento num pouco de leite morno e junte alguma farinha. Faça uma bola bem húmida e deixe levedar 20 minutos.

2. Amasse a restante farinha com o açúcar, o leite e os ovos e junte a bola de fermento.
Bata bem. Acrescente a manteiga, o sal e as especiarias. Bata até a massa se soltar da tigela. Deixe levedar numa tigela tapada com 1 cobertor, em local protegido e ameno, durante + ou - 3 horas.

3. Faça então uma bola ligeiramente abolachada, onde coloca os ovos previamente cozidos e frios. Com um pouco de massa faça uns cordões que coloca a rodear os ovos. Pincele com gema de ovo, deixe levedar mais 1 pouco e leve a forno quente (200ºC) até ficar bem corado e cozido.

q.b.= quanto basta

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quarta-feira, 7 de março de 2007

culinária portuguesa


O melhor da culinária algarvia, sardinhas.
Foto do David, namorado da Didi.

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