Mostrando postagens com marcador imigração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador imigração. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

tensão entre imigrantes brasileiros e portugueses


Na semana passada foi lançado o livro Imigração Brasileira em Portugal, Identidades e Perspectivas, da brasileira Benalva da Silva Vitório, na Casa da América Latina, em Lisboa.

A brasileira afirma que existe uma tensão "subtil" entre portugueses e brasileiros. "O motivo desta tensão deve-se à situação do brasileiro em Portugal, muitos sem documentos, sujeitos a qualquer tipo de trabalho, como o das mulheres brasileiras nas casas de alterne". E acrescenta: "A permanência dessa tensão depende dos dois lados: do brasileiro, que deve conhecer as regras da imigração; e do português, que deve conhecer o contexto do imigrante, rompendo com os estereótipos".

Esta pesquisa sobre a imigração brasileira em Portugal ainda revela que, para os portugueses, a imagem das mulheres brasileiras está relacionada ao sexo e dos homens à falta de compromisso e à malandragem. Para a autora da pesquisa, "a brasileira é vista como menina de programa". Segundo ela, essa imagem está relacionada às campanhas de turismo promovidas fora do Brasil. Também a imagem dos homens brasileiros também segue estereótipos e revela uma visão negativa. "Os homens são vistos como malandros, que fazem muito barulho e não cumprem compromissos", disse a autora.

EL DORADO PORTUGUÊS
O imigrante brasileiro da segunda vaga (1997-2004), sem qualificação profissional, segundo a autora, parte sem conhecimento sobre o país de destino, cheio de esperança de encontrar o El Dorado: ganhar dinheiro, pagar as dívidas contraídas no Brasil e voltar para casa, com o futuro garantido. O que nem sempre acontece.

O imigrante que ganha 600 euros para sobreviver em Portugal e ainda mandar dinheiro para a família no Brasil, sobrevive a trabalhar de forma nem sempre legal, correndo ainda o risco de ser apanhado por falta de documentos e a vergonha da deportação, diz Benalva Vitorio. Alguns [deportados] tentam voltar novamente, mas a maioria desiste da aventura.

De acordo com o estudo, os brasileiros que emigram para o país não conhecem a cultura portuguesa e pensam que, devido à língua, Portugal é como o Brasil. Para Benalva, a falta de conhecimento dos brasileiros sobre Portugal se deve, em parte, ao ensino das escolas brasileiras. "Na escola, estuda-se até a independência. Passou de 7 de setembro de 1822, acabou. Não ensinam a geografia ou a história dos dois países", afirmou a autora.

Ela conta que o primeiro choque cultural acontece ao chegar a Portugal, quando os imigrantes enfrentam as primeiras diferenças. Segundo a autora, muitos chegam sem noções básicas sobre a economia do país e sobre a tramitação necessária para se obter documentos. "É muito difícil admitir que a idéia foi um erro, que não está dando certo. Por isso, os imigrantes se submetem a qualquer situação. Muitos vivem em condições mínimas de sobrevivência", relatou Benalva.

A pesquisa é parte dum livro que reúne alguns dos resultados de um projecto de pós-doutoramento desenvolvido no Instituto de Estudos Jornalísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, no qual a autora desenvolveu uma análise de processos identitários associados à imigração brasileira em Portugal.

A partir de discursos e representações veiculados por 50 brasileiros (30 homens e 20 mulheres) em entrevista aberta, na cidade de Lisboa, e pela análise dos discursos veiculados pelos jornais Público e Jornal de Notícias, no ano de 2003, referentes aos imigrantes brasileiros, a também professora na Universidade Católica de Santos, no Brasil, diz que os resultados obtidos no que diz respeito à transformação cultural, "comprovam que o imigrante se torna outro brasileiro, com a experiência no contacto com o outro".

Read more...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

desperdício de qualificações em portugal


Apenas 4% dos imigrantes qualificados que estão em Portugal conseguem empregos compatíveis com sua formação segundo estudo do Observatório da Imigração. Para os brasileiros, falta de informação é a principal barreira.

Os imigrantes com qualificações a mais sofrem para arranjar empregos compatíveis em Portugal. Um em cada cinco imigrantes tem um curso superior, mas apenas um em cada 26 consegue um emprego compatível com as suas qualificações. Uma situação que afecta tanto os estrangeiros que imigraram para trabalhar como os que vieram estudar e que por cá ficaram, conclui um estudo do Observatório da Imigração (OI).

EMIGRANTES DE LESTE
Portugal continua a desperdiçar cérebros estrangeiros. Segundo estudo, existem cerca de 30 mil oriundos da Europa de Leste com habilitações superiores e que fazem trabalhos desqualificados mas que lhes garantem um ordenado que não teriam em funções qualificadas nos países de origem.

Os naturais da Ucrânia, Moldávia, da Roménia ou da Rússia - as comunidades da Europa de Leste mais representativas em Portugal -, imigram para trabalhar e, numa primeira fase, não estão preocupados com as habilitações. Mas, se estivessem, de pouco adiantaria, salienta Pedro Góis, um dos dois sociólogos que fizeram o trabalho Estudo Prospectivo Sobre Imigrantes Qualificados em Portugal, integrado na colecção do OI e que é hoje apresentado no Centro Nacional de Apoio ao Imigrante, em Lisboa. O outro é José Carlos Marques.

Pedro Góis explica: "O mercado de trabalho não reconhece estes imigrantes como qualificados e eles têm muita dificuldade em verem reconhecidas as suas habilitações. São processos que demoram muito tempo, exigem muita documentação [que tem de ser traduzida e há casos em que as escolas foram desintegradas] e os estabelecimentos de ensino e corporações profissionais (engenheiros, economistas, médicos, enfermeiros) dificultam esse reconhecimento. E eles não têm nem tempo nem dinheiro para esperar por todo esse processo."

ESTUDANTES DA PALOP
Um outro grupo qualificado, mas de que se fala pouco são os estudantes dos PALOP que ganham uma bolsa para estudar em Portugal. Mais de 50% não regressam ao seu país quando terminam o curso. Anualmente são perto de mil os africanos que estudam em estabelecimentos de ensino superior portugueses, o que quer dizer que 500 não regressam. Em 30 anos, representam mais de 15 mil, contas por baixo, segundo os autores do estudo.

"Já não estamos apenas a falar em desperdiçar quadros formados nos países de origem, mas pessoas formadas em Portugal e que, depois, nem são aproveitadas no seu países nem no de acolhimento. Acabam por trabalhar nos McDonald's ou como empregados de balcão."

BRASILEIROS
Outro grupo são os de brasileiros que se queixam da dificuldade de reconhecimento das habilitações e da falta de informação. As razões para este desfasamento inicial encontram-se na dificuldade de fazer corresponder, junto das associações representativas da profissão em Portugal, os certificados trazidos do exterior", refere o estudo. E isto, mesmo nos casos em que obtiveram reconhecimento académico.

Outra dificuldade relatada é a "insuficiência de informação sobre o tipo de processo necessário à validação das formações académicas adquiridas no exterior". Os brasileiros dizem que existem informações contraditórias sobre o processo de equivalências e o reconhecimento do diploma. Esta situação obriga-os a gastar mais dinheiro e tempo com as equivalências, quando seria suficiente o reconhecimento do diploma.

O certo é que entre um português razoavelmente qualificado e um estrangeiro bem qualificado, ainda acho que o emprego vai para o primeiro. E nem é preconceito apenas, é uma questão de dar prioridade aos seus. Se é certo ou errado, eu sinceramente acho difícil de responder. O mais complicado é mesmo a falta de informação, cada instituição tem o seu processo e é preciso paciência e algum dinheiro para conseguir equivalências que nem sempre são dadas. Eu consegui a minha, mas emprego que é bom...

Fonte: Diário de Notícias

Read more...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

"português"



Pepe, convocado para a seleção portuguesa.

Semana passada Nelson Évora ganhou uma medalha de outro no salto triplo e nenhum jornal português mencionou sua origem cabo-verdiana. Obikwelu é mencionado como um atleta português nascido na Nigéria no Wikipédia, nunca nenhum jornal mencionou ele como um não-português. Entretanto, basta um jogador de futebol brasileiro ter se naturalizado, pelas vias legais, e ser convocado para jogar na seleção portuguesa e o rótulo de luso-brasileiro ou o português, entre aspas aparecer.

Talvez vale a irritação do Scolari: "Vamos deixar de ser hipócritas. Todos ficaram felizes com o título mundial do Nelson Évora, não foi? Ele é português mas nasceu onde? Não foi aqui. No râguebi, também há um argentino naturalizado. No futsal e no basquetebol existe o mesmo... Se as outras modalidades podem receber naturalizados, o futebol não pode porquê?" Entretanto porque Nani, luso-carboverdiano, é considerado português, assim como seus colegas Bosingwa - que nasceu no Congo - Daniel Fernandes que nasceu no Canadá - e Manuel da Costa que nasceu na França, enquanto um brasileiro é denominado como luso-brasileiro?

Read more...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

net emprego com oferta para imigrantes

O site NetEmprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) vai estar disponível para os imigrantes com as ofertas de emprego que não tenham candidatos portugueses ou oriundos da União Europeia num prazo de 30 dias. É a forma que o Governo encontrou para abrir as portas à imigração legal, o que está dependente das quotas definidas previamente pelo Ministério do Trabalho. Mas ainda falta regulamentar a lei da imigração que entra hoje em vigor.

"O Ministério do Trabalho e da Solidariedade está a fazer um levantamento das necessidades de mão-de-obra estrangeira para apresentar ao Conselho Económico e Social. Será um contigente global para ser preenchido enquanto houver empregos disponíveis", disse ao DN o secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães. Ou seja, as ofertas de emprego serão disponibilizadas para os estrangeiros enquanto não forem preenchidas as quotas. Se os interessados forem aceites pela entidade empregadora, terão de pedir um visto de residência na embaixada portuguesa no seu país de origem.

Esta é uma das poucas formas de entrar legalmente em Portugal, mesmo com a nova lei. E essa é a principal crítica que as associações de imigrantes fazem à nova legislação, esperando pela regulamentação da mesma para perceber se os ilegais terão, ou não, mais hipóteses de se legalizarem.

Para ler mais:
Diário de Notícias

Read more...

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

nova lei de imigração entra hoje em vigor

"A nova Lei da Imigração, que define as condições e procedimentos de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional, bem como o estatuto de residente de longa duração, entra hoje em vigor."

Segundo o semanário Sol e a agência Lusa, o documento aprovado no Parlamento em Maio, com os votos favoráveis do PS e do PSD, e publicado em Diário de República em 04 de Junho, tem ainda de ser regulamentado. As associações que representam as comunidades imigrantesjá fizeram críticas por considerarem que a lei não esclarece quais as pessoas em situação ilegal que podem regularizar a sua permanência em Portugal.

Entre as medidas previstas na nova Lei de Imigração encontra-se a atribuição de um visto de residência temporário aos estrangeiros que possuam qualificações adequadas à bolsa de emprego anualmente fixada, assim como aos menores nascidos em Portugal que frequentem o ensino pré-escolar, básico e secundário e aos seus pais.

O combate à burocracia nos procedimentos administrativos e na atribuição dos títulos; a criação de um novo regime de vistos para a imigração temporária e autorizações de residência para quadros qualificados são outras das novas medidas previstas na Lei.

Entre as principais alterações figuram ainda a criação de um único título para todos aqueles que residem legalmente em Portugal, um aumento das coimas às entidades patronais que contratem imigrantes ilegais, a criminalização dos casamentos por conveniência e a criação de um regime mais adequado para combater o tráfico de seres humanos e imigração ilegal.

Para saber mais:
Esta notícia na íntegra
SEF refuta acusação de atrasos nos processos de regularização da lei
Google News sobre o assunto

Read more...

segunda-feira, 9 de abril de 2007

imigração, preconceito e gato fedorento

Tudo começou com o cartaz xenófobo do Partido Nacional Renovador (PNR), de extrema-direita.

O cartaz do PNR, colocado quarta-feira no Marquês de Pombal, em Lisboa, e que mereceu a condenação geral dos partidos políticos no Parlamento e do Governo, tem uma fotografia do líder do partido, José Pinto Coelho, acompanhada do seguinte 'slogan': "Basta de imigração. Nacionalismo é a solução".

Ao lado da fotografia de José Pinto Coelho está ainda uma imagem mais pequena de um avião, com a frase "façam boa viagem" inscrita ao lado. Em rodapé, lê-se ainda a frase "Portugal aos Portugueses".


Então os Gatos Fedorentos contra-atacaram com um cartaz cheio de humor.



A Câmara de Lisboa vai mandar retirar um cartaz do grupo humorístico Gato Fedorento colocado "ilegalmente" esta noite no Marquês de Pombal, que satiriza outro cartaz contra a imigração colocado pelo Partido Nacional Renovador (PNR).
Segundo uma nota do gabinete do vereador dos Espaços Públicos, António Proa, o cartaz dos Gato Fedorento, colocado ao lado do do PNR, "não possui licença camarária". Caso a notificação para a retirada do cartaz não seja cumprida, a autarquia vai "proceder à sua remoção coerciva", que terá que ser paga pelo infractor.

Onde o PNR defende que "Basta de Imigração", com a imagem de um avião a descolar e a mensagem "Façam boa Viagem", os humoristas do Gato Fedorento contrapõem "Mais Imigração!", com a imagem de um jacto a aterrar acompanhado da legenda "Bem vindos!".

A sátira à mensagem do PNR estende-se a outras frases que os Gato Fedorento colocaram no cartaz: "a melhor maneira de chatear estrangeiros é obrigá-los a viver em Portugal" e "Nacionalismo é parvoíce".

As caras dos quatro humoristas surgem caracterizadas à semelhança do presidente do PNR, José Pinto Coelho, com bigode e pêra, e reproduzindo a sua expressão facial no cartaz que na semana passada originou polémica pela mensagem contra a imigração e que foi vandalizado no dia a seguir a ser colocado.

A nota da autarquia refere que em relação ao cartaz do PNR, cujas mensagens ficaram praticamente ilegíveis depois do vandalismo, "não tem capacidade legal" para o remover, ressalvando que "a lei confere total liberdade" às forças políticas e que a autarquia não pode agir "mesmo quando a razoabilidade e o bom senso assim o pareçam exigir".


Fonte:
Jornal de Notícias
Expresso

Read more...

blogues de brasileiros no mundafora

inscreva-se

Se você é um brasileiro expatriado, e quer cadastrar seu blog aqui mande um email para: mundafora@gmail.com, ou deixe um coemntário no último post.

mundafora nos states

blogroll

  © Blogger templates The Professional Template by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP