Parecia tempestade de verão do Brasil, mas era mesmo chuva de fim de inverno, e muito forte por sinal. Vários pontos, principalmente da região Lisboa_Centro foram afectados pelo mau tempo desta segunda-feira. No algarve, o mau-tempo provocou o encerramento das barras. Será que vão finalmente notar que o tempo anda louco no mundo?
O Festival de Berlim este ano namora com os grandes da música, como os Rolling Stones ou Madonna, sem abdicar da sua proverbial componente política. Os documentários estarão também em destaque na 58.ª edição da Berlinale, assim como o Brasil representando pelo filme sensação de 2007, "Tropa de Elite".
A 58º edição do Festival de Berlim abre este ano pela primeira vez na sua história com um filme sobre música, "Shine a Light", de Martin Scorsese, sobre os Rolling Stones, a exibir extra-concurso. Os quatro membros da «maior banda de rock-and-roll do mundo», Mick jagger, Keith Richards, Ron Wood, e Charlie Watts, estarão na capital alemã a 07 de Fevereiro, para apresentar o filme.
Além dos Stones, Madonna estará também em Berlim para apresentar o seu primeiro trabalho como realizadora, «Filth and Wisdom», na secção Panorama. Também nesta secção está Patti Smith, «a madrinha do Punk», que assistirá na capital alemã a estreia do filme de Steven Sebring, «Patti Smith: Dream of Life», sobre a história da sua carreira musical, antes de dar um concerto numa igreja berlinense. Outro ícone da música pop das últimas décadas, o canadiano Neil Young, estará também em Berlim para apresentar um filme sobre a sua mais recente digressão, «Freedom Speech».
O diretor do Festival de Berlim, Dieter Kosslick, disse que tanta atenção à música não ofuscará a essência do evento - a competição -, e afirmou ter "todos os componentes" para oferecer uma seleção do cinema atual, em todas as suas variantes. Kosslick escolheu o diretor grego Costa-Gavras para presidir o júri que escolherá os vencedores dos Ursos de Ouro e de Prata.
O diretor do lendário Z (1969) e os outros sete membros do júri definirão os vencedores entre 21 filmes, como o documentário S.O.P. Standard Operating Procedure, de Errol Morris, sobre as torturas a presos iraquianos na prisão de Abu Ghraib, e que é o primeiro filme do gênero a concorrer em Berlim.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=0jeTL9hC3Wg&rel=1] O cinema de língua portuguesa estará representado na principal secção da Berlinale por Tropa de Elite, do brasileiro José Padilha, com Wagner Moura, Caio Junqueira e André Ramiro nos principais papéis. O filme sensação do cinema brasileiro do ano passado começa sua carreira internacional na cidade alemã.
Portugal,que desde «Glória», de Manuela Viegas, seleccionado em 1999 para a competição da Berlinale, tem passado discretamente por este festival, estará presente este ano na secção de curtas-metragens, com «Superfície», de Rui Xavier, e na secção Generation 14plus, sucedânea do Festival do Filme Infantil da Berlinale, com «João e o Cão», de André Marques.
Segundo Kosslick, a presença de Costa-Gavras não implica que o Urso de Ouro será concedido a um filme de cunho político, mas o diretor do festival deixou claro que o evento lançará seu foco em questões como as crianças-soldado e os meninos de rua.
Elegy, dirigido por Isabel Coixet e Lake Tahoe, do mexicano Fernando Eimbcke, também estão lutando pelos Ursos, sendo que este último foi considerado pelo diretor do festival como um expoente do cinema latino-americano "rompedor de padrões", assim como Tropa de Elite.
Além de S.O.P., Ballast, de Lance Hammer, Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson, e Gardens of the Night, de Damian Harris, são as outras produções americanas que fazem parte da mostra competitiva.
Entre os filmes europeus, estão os franceses I've Loved You So Long, de Philippe Claudel, com Kristin Scott Thomas; Julia, de Erick Zonca; e Lady Jane, de Robert Guédiguian, além da co-produção Reino Unido/Estados Unidos Happy-Go-Lucky, de Mike Leigh, e da italiana Caos calmo, de Antonello Grimaldi.
Ainda há o filme finlandês Black Ice, de Petri Kotwica, "um filme distante da imagem de finlandeses alcoolizados e deprimidos" do diretor Mika Kaurismäki, disse Kosslick. Já os anfitriões alemães terão dois candidatos, Heart of Fire, de Luigi Falorni, e Kirschblüten-Hanami, de Doris Dorrie.
Completam a lista o iraniano The Song of Sparrows, de Majid Majidi; Restless, do israelense Amos Kollek; Sparrow, do diretor de Hong Kong Johnnie To; o japonês Kabei - Our Mother, de Yoji Yamada; In Love We Trust, do chinês Wang Xiaoshuai; e o sul-coreano Night and Day, de Hong Sangsoo.
Boa parte do contingente de estrelas virá em filmes fora de concurso. Começando pelos Rolling Stones, na abertura do festival, até o encerramento, no dia 17, com Be Kind Rewind, de Michel Gondry, com Jack Black e Mia Farrow.
Scarlett Johansson estará acompanhada por Natalie Portman para apresentar The Other Boleyn Girl, de Justin Chadwick, enquanto ainda há dúvidas sobre a visita de Julia Roberts, à frente de Fireflies in the Garden, de Dennis Lee.
Ao todo, estarão 21 filmes de 19 países, incluindo 18 estreias mundiais, na corrida aos Ursos de Ouro e de Prata da Berlinale, a atribuir pelo júri presidido pelo realizador grego-francês Costa-Gavras, na gala marcada para 16 de Fevereiro.
Uma retrospectiva sobre Luis Bunuel, falecido em 1983, com a exibição dos 32 filmes do realizador espanhol, é outro dos pontos altos da Berlinale deste ano.
O caráter acentuadamente político deste festival, nascido na Berlim dividida pelo «Muro», ficará ainda patente num ciclo intitulado «War at Home», por ocasião do 40.º Aniversário do Congresso sobre a Guerra do Vietname, em Berlim.
Haverá também uma homenagem ao realizador italiano Francesco Rosi («Il Caso Mattei», «Cristo si è fermato a Eboli»), que receberá a 14 de Fevereiro um Urso sde Ouro pelo conjunto da sua obra, e filmes dedicados ao 60.º Aniversário da fundação do Estado de Israel.
Nova Iorque se apresentou num dia berrante de sol e na companhia de sete companhias quase histéricas. Eu mesmo posso dizer que estava histérica naquele dia. Sozinha, pelo menos literalmente, andei pela cidade quase como s´eu não fosse eu mesma, com um medo de tocar e de sentir que não era meu. Verdade seja dita, NY era uma das poucas cidades que tinha interesse em conhecer nos Estados Unidos. E posso dizer, que é a única que ainda vou revisitar. Foram cinco dias entre palestras e escapadas para ver A cidade. Não me decepcionou em momento nenhum. Para amantes de grandes aglomerações, grandes cidades, como eu, é the best.
Na cidade a melhor impressão talvez foi do Central Park, não apenas de tê-la visto tantas vezes no cinema, mas como fui a New York num workshop ultra-rápido, passei imenso tempo entre paredes. O Central Park ficava ali do lado do hotel, e entre nas paradas para um descanso aproveitava o sol escaldante que fazia para me refrescar entre sorvetes e pequenas caminhadas digestivas. O certo é que os nova-iorquinos se recuperaram do 11 de Setembro, e aceitaram a vulnerabilidade, sem deixar de lado o seu modo frenético, reinventando-se a cada segundo e saboreando os prazeres da sua cidade.
Claro que uma visita a Nova Iorque não podemos deixar de lado seus arranhas-céus, e eu, sem querer ver o Ground Zero, fui observar a cidade lá de cima no Empire State Building. Este edifício foi o mais alto da cidade durante muitos anos, com seus 102 andares. Hoje tem a vista e a aura mais romântica dos prédios de NY (quem não viu Sintonia do Amor com Meg Ryan e Tom Hanks). Confesso que diante da fila que tira qualquer romantismo de filme hollywoodiano para o chinelo, para matar o tempo resta conhecer gente do mundo inteiro.
Quem visita Nova Iorque tem que se acostumar com a sensação é de déjà vu. Por onde quer que andemos, tudo nos parece familiar, os táxis amarelos, os edifícios, as ruas, os edifícios... O certo é que já conhecemos quase ao pormenor alguns dos bairros, das cores, dos hábitos e dos movimentos da cidade, tantos foram os filmes aqui rodados. Um destes lugares é o Times Square, quando olhamos apesar desta sensação, o olhar automaticamente se dirige para cima em direção às luzes e aos cartazes coloridos que nos transporta para um filme de ficção científica. Edifícios altíssimos, cartazes e néons que iluminam a noite escura, várias músicas de fundo, uma sirene pelo meio...
Para quem gosta de compras, a Quinta Avenida, ou se preferir, Fifth Avenue é um deles. Muito pouco original como sugestão de passeio, mas absolutamente obrigatória os consumistas. Foi aqui que o milionário William Henry Vanderbilt construiu a sua mansão em 1883, seguido por famílias poderosas como os Astor ou os Gould. E foi também aqui que casas como a Cartier e a lendária Tiffany, a Gucci, a Fendi, a Prada, os armazéns Sak's Fifth Avenue, o chiquérrimo Bergdorf Goodman e as mais populares (e baratas) Banana Republic e Gap estabeleceram os seus quartéis generais. E porque símbolos do poder não faltam na principal das avenidas, vai deparar-se com a cintilante Trump Tower, mandada construir pelo magnata Donald Trump nos anos 80 e com o Hotel Plaza, também ele um ícone do luxo ostentador.
Para quem gosta apenas por passear, as regiões de Manhattan são um paraíso para se conhecer, do esp+irito descontraído do Village, passando pelo chique Soho, entrando pelo Chinatown, a maior cidade chinesa no Ocidente, que esmaga a vizinha Little Italy e o bairro judeu de Lower East Side.
Não muito longe no South Sea Port District, avistamos Manhattan no seu esplendor, e a mais antiga e famosa ponte de NY (num total de dezesseis), a Brooklyn Bridge foi inaugurada em 1883. Aproveite para um passeio ao Brooklyn Promenade para a mais clássica fotografia de Manhattan.
Para correr, sem deixar de conhecer. Para andar e falar. Para escutar tantas línguas quanto as que há no mundo. Ou paenas para comprar, para ver e ser visto. NY, a cidade da agitação e da mudança frenética.
Estadia: Eu fui e gostei do West Side YMCA, Hostel (albergue) que fica na West 63 street, bem ao lado do Central Park, do Lincoln Center e o Museu de História Natural. Tem resturante, piscina interior e é ótimo para praticar esportes. O preço mais barato fica em 38 dólares, pelo quarto duplo (cada pessoa).
Overdose, suicídio ou homicídio? Parece irrelevante neste momento, certo é que a noite em Nova Iorque foi mais triste e que Hollywood perdeu um dos seus rebeldes.
O ator Heather Ledger ator de filmes como Brokeback Mountain, Casanova, Os Irmãos Grimm e o último Batman, com estréia prevista para este verão, foi encontrado morto no apartamento em que vivia em Manhattan, nos EUA. O corpo do australiano Heath Ledger vai passar por um exame de autópsia nesta quarta-feira, para confirmar se a causa da morte do ator foi mesmo overdose. A polícia passou a desconfiar depois de achar pílulas calmantes perto de sua cama. Ledger estava nu, no chão, ao pé da cama, quando a empregada entrou para acordá-lo: ele tinha hora marcada com uma massagista.
De acordo com o site “US magazine”, amigos de Ledger já previam que o fim do ator estava próximo. “É terrível, estou chocado, mas, para dizer a verdade, sabia que isso aconteceria”, disse ao site um amigo próximo de Ledger que não quis se identificar. “Heath enfrentava um caminho difícil na tentativa de ficar sóbrio”, afirmou outra fonte do site. “A situação estava negra, sua única alegria era Matilda”, disse, referindo-se à filha de dois anos do ator com a atriz Michelle Williams.
Já a família afirmou hoje que sua morte foi acidental. "Nós, a família de Heath, confirmamos a morte trágica acidental de nosso amado filho, irmão e carinhoso pai de Matilda", disse o pai do ator, Kim Ledger.
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PÁJARO DEL VINO – POEMA-CANCIÓN
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