sábado, 6 de outubro de 2007

estação em cores

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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

uma vila sobre as pedras


Quando se olha para cima, pergunta-se imediatamente, como alguém pode construir algo no meio daquelas pedras. Construiu-se e de tão maneira, que a construção confunde-se com as pedras sobre as quais foram construídas. Assim é Marvão, a vila formosa do Alentejo.

Marvão situada a mais de 800 metros de altitude é provavelmente habitada desde a Pré-História. Serviu, primeiramente, de refúgio, no século IX, ao guerreiro mouro Ibn Marwan al-Yil’liqui «O Galego» - a quem deve a designação - líder de um movimento sufista no Al-Andaluz, que pegou em armas contra os emires de Córdova e criou uma espécie de reino independente sediado em Badajoz até à instauração do califado de Córdova em 931.

Conquistada por D. Afonso Henriques, foi sucessivamente reconstruída ao sabor das incursões dos eternos inimigos castelhanos. Por isso, Marvão preserva a única fortificação do país que manteve valor estratégico até ao século XIX, e a única, igualmente, a apresentar todos os elementos arquitectônicos da fortaleza medieval.

Vista de baixo, Marvão parece um daqueles castelos dos faz-de-conta, e para chegar até lá serpenteamos estrada acima. Quando lá chegamos nada nos prepara para a estonteante visão. Do alto das suas muralhas a paisagem de 360º do Alentejo é deslumbrante. Vê-se o Alentejo do jeito que ele é, e sonhar nos sons quietos dest lugar.

Uma visita as muralhas da vila é obrigatória. Porém, dentro das muralhas o deslumbre permanece. O castelo até hoje é um dos mais conservados em Portugal e, apesar de não ter a mim o mesmo encanto de Monsaraz, foi com preguiça que uma visita é feita em suas ruas estreitas.

Onde fica:
Marvão fica no distrito de Portalegre, no alto alentejo.

Onde ficar:
Pousada de Santa Maria
Rodeada pelas muralhas fortificadas do século XIII, foi construída a partir de um conjunto de pequenas casas, mantendo as suas características medievais. Pegue um dos quartos com vista para o Alentejo.

Viagem feita em Janeiro de 2006.

Fontes: Rotas e Destinos
Fotos: Dulce Nascimento

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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

um mix de sons familiares


Depois de Cesária Évora, nasce mais uma estrela das ilhas: Mayra Andrade, que carrega o som do mundo.

Tem músicas que invocam a saudade. Quando ouvi pela primeira Mayra Andrade, a sua música e sua voz me lembrou o Brasil. E Mayra Andrade em cima do palco até me pareceu brasileira, mas não o é, é antes cabo-verdiana, e sua música sofre estas influências que nos soa familiar nas harmonias populares latinas e africanas. O mix é fruto da localização das ilhas que ficam tão próximas ao continente africano, mas sofreu as influências europeias também.

Regasu, uma das músicas mais bonitas que escutei em anos (no vídeo), lembrou-me de leve o chorinho carioca, talvez porque a morna, ritmo cabo-verdiano (assim como o tango, é o ritmo argentino, ou o fado é o português) sofre, como o choro, influências da polka europeia e do lundum africano.



Sobre Mayra, ela é essencialmente uma cantora que viveu o mundo. Vive em Paris desde 2003, nasceu em Cuba, cresceu entre Senegal, Angola, Alemanha, tem amigas brasileiras. Estes ingredientes somados ao jazz, afro, e brasileiros e a uma banda multicultural dão outros reflexos à sua música que vêm do arquipélago.

O seu único álbum “Navega”, considerado pela crítica um dos melhores de 2006, é um barco carregado de saudade, daquela melancólica saudade de língua portuguesa. Vale a pena ouvir o "disco" todo.

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terça-feira, 2 de outubro de 2007

brasil e portugal já elegeram seus candidatos ao Óscar


O filme ‘Belle Toujours’, de Manoel de Oliveira, é o candidato português, já o Brasil terá ‘O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias’ de Cao Hamburger como 'candidato a candidato' ao Óscar da Academia de Hollywood para o Melhor Filme Estrangeiro.

Em Belle Toujours, Manoel de Oliveira retoma a história e as personagens do filme "Belle de Jour", numa homenagem a Luis Buñuel e a Jean-Claude Carrière. Duas personagens do filme de Buñuel (Bulle Ogier e Michel Piccoli) reencontram-se, 38 anos depois. O filme de Oliveira, ovacionado no Festival de Veneza do ano passado, também é candidato ao novo prémio Lux de Cinema atribuído pelo Parlamento Europeu que escolhe o melhor filme europeu.

O filme de Hamburger conta história do garoto Mauro, de 12 anos, que, a poucos meses do início da Copa de 1970, no México, é forçosamente separado dos pais e obrigado a se mudar para uma cidade desconhecida. Sobrevive em um lugar novo, repetindo a saga de seus avós, imigrantes judeus. O filme conquistou prêmios, como eleito o melhor da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo do ano passado, no voto popular e derrotou o filme de José Padilha, Tropa de Elite que muitos consideravam favorito.

No dia 22 de janeiro, a Academia de Ciências de Hollywood anuncia os cinco finalistas, que vão disputar a estatueta na cerimônia de entrega, prevista para o dia 24 de fevereiro, no Kodak Theatre, em Los Angeles.

Trailer de O Ano: http://www.youtube.com/watch?v=lRWjv5fj8Dg

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