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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

da weasel, o melhor do pop português


Pop ou hip hop? Eu diria que a banda(?) Da Weasel pode ser os dois. O som não nega o hip hop, mesmo que com elementos do rock e ska. E certamente, as letras e a popularidade da banda nos remete ao melhor do pop.

O grupo de Almada começou em 1993, como um projecto 100% em inglês e numa onda experimentalista. No primeiro já editam o primeiro álbum - "Dou-lhe com a Alma", onde se assiste uma transição para o português como língua dominante. Pac, o letrista e vocalista, se afirma em 1997, com o álbum "3º Capítulo", como um dos maiores e mais engenhosos letristas do panorama musical português.

"Re-tratamento", o primeiro single extraído, do álbum "Re-Definições" lançado em 2004, que os lançou definitavemnte para o mercado português:


Seguem vários álbuns, o último deles, "Amor, Escarnio e Maldizer" lançado em 2007, que põe a banda definitivamente com a melhor do pop português. É daquelas que vale a pena escutar tanto pelo som quanto pelas belas letras. Para quem pensa que Portugal é apenas fado, se engana.

Vídeo da música "Toque, Toque" do álbum "Amor, Escarnio e Maldizer" gravado no Rio de Janeiro:


Para quem ficou com vontade de mais:



Da Weasel


Integrantes: Carlos Nobre(Pac), Virgul, Jay-Jay, Quaresma, Guilherme Silva, Dj Glue.
Da Weasel no MySpace: http://www.myspace.com/daweasal
Da Weasel no Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Da_Weasel

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

o poder da língua portuguesa no haiti



A língua portuguesa tem ganhado importância no país mais pobre da América Latina graças a participação do Brasil na Missão de Estabilização das Nações Unidas para o Haiti. Segundo, o diretor do Centro de Estudos Brasileiro José Renato Baptista, que oferece cursos de português em Porto Príncipe, capital do país, o português vai inclusive ultrapassar a importância do inglês.

Em matéria para a Agência Lusa, muitos haitianos tem a oportunidade de melhoraren de vida ao aprenderem português numa terra onde a maioria é analfabeta. Para ler mais sobre a matéria, "Língua portuguesa vai passar inglesa no Haiti, diz professor" vá a Agência Lusa.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

clã encerra tournée em lisboa e porto


Em digressão desde o início de Outubro, altura em que foi lançado o quinto álbum de originais, "Cintura", os Clã preparam-se para encerrar a primeira fase da tournée com dois concertos "especiais" hoje, às 21.30 horas, na Aula Magna, em Lisboa, e, na próxima quarta-feira, na Casa da Música, no Porto.

Os Clã são uma banda de Rock portuguesa formada por Fernando Gonçalves, Hélder Gonçalves, Manuela Azevedo, Miguel Ferreira, Pedro Biscaia e Pedro Rito em 1992.

Ao primogénito do Clã, Luso Qualquer Coisa, seguiram-se nos seus quinze anos de carreira os álbuns Kazoo, Lustro, Rosa Carne, o DVD Gordo Segredo e um CD duplo ao vivo (Vivo). E depois de três anos do último álbum de inéditos, os Clã regressaram com Cintura, o quarto da banda.

O Clã afirma-se hoje como uma das bandas de maior sucesso no panorama musical nacional portuguesa. Entre a criação original e os múltiplos espectáculos, a banda conta ainda com algumas colaborações no currículo. Exemplo disso são a parceria com Sérgio Godinho, da qual resultou o álbum Afinidades, e a colaboração além-fronteiras com os brasileiros Pato Fu. Aliás, Fernanda Takai (vocalista dos Pato Fu) também participa em Cintura, a par de Paulo Furtado, o luso The Legendary Tigerman. Além dessas, as ajudas chegaram ainda à composição dos doze temas do disco, que levou uma mãozinha de nomes bem ilustres como Carlos Tê, Arnaldo Antunes, o Mão Morta Adolfo Luxúria Canibal e Regina Guimarães.

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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

a china aprendendo português


A Universidade de Comunicações da China (UCC), vai inaugurar até final do mês um centro cultural e de ensino de português, para tornar mais fácil a aprendizagem da língua aos alunos chineses, disse hoje um responsável da instituição.

«É a concretização de um plano que se iniciou com a visita do então presidente da República de Portugal, Jorge Sampaio, em 2005 e no qual vimos trabalhando desde então», disse à Agência Lusa em Pequim Liang Yan, vice-presidente da Faculdade de Comunicação Internacional da UCC, na qual se insere o leitorado de português naquela instituição de ensino superior.

O novo centro de português da UCC tem apoio de Stanley Ho, o magnata dos casinos de Macau, e do Ipor (Instituto Português do Oriente), que disponibilizará também livros de português, materiais multimédia e outros utensílios de aprendizagem da língua e cultura portuguesas, referiu fonte da universidade.

«Estamos muito contentes com o novo centro de português, pois permite-nos ter acesso a materiais em português que são difíceis de encontrar na China,«, disse à Agência Lusa Wang Gefei, aluna de português na UCC.

«É uma boa oportunidade para aprofundarmos os nossos estudos de português» acrescentou.

A UCC foi a primeira universidade na China a ter cursos de português, em 1960, mas sente necessidade de se expandir com a crescente procura do ensino de língua portuguesa na China, devido à expansão das relações comerciais entre a China e os países lusófonos, em especial Angola e Brasil.

Segundo dados do IPOR, cinco universidades na China têm leitorados de língua portuguesa.

Fonte: Diário Digital / Lusa

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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

associação para estudar literatura africana foi criada no rio de janeiro



Escritores e investigadores de expressão portuguesa decidiram criar uma associação para estudar a literatura, história e cultura de África.

Escritores e investigadores de língua portuguesa decidiram criar, durante um encontro sobre literaturas africanas na Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma associação internacional de estudos de literatura, história e cultura africana.

Este é um grande passo dado pelo III Encontro de Professores de Literaturas Africanas, que decorreu semana passada com um número expressivo de escritores de países africanos,

De acordo com a académica da UFRJ Teresa Salgado, esta iniciativa deverá incrementar os contactos entre os especialistas e escritores e incentivar a divulgação das literaturas africanas no Brasil. «É um momento de esperança. Vemos aqui pesquisadores e autores com vontade de mudar o panorama de pouca visibilidade das literaturas africanas no meio literário brasileiro», assinalou Teresa Salgado.

Cerca de 500 pessoas participaram no encontro no Rio de Janeiro, cujo tema é Pensando África: crítica, ensino e pesquisa. Em foco estão obras de escritores africanos como Mia Couto, Pepetela e Germano Almeida, a literatura de autoria feminina e o ensino de literaturas africanas de língua portuguesa no Brasil.

Escritores que hoje são pouco conhecidos no Brasil teriam a oportunidade de maior visibilidade. Talvez seja uma oportunidade do Brasil se abrir a outra culturas além das de línguas inglesas.

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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

monstralíngua, o cinema em língua portuguesa


Acontece hoje e amanhã a 1ª edição do MOSTRALÍNGUA 2007 no novo Museu da Água em Coimbra. A mostra pretende ser será a montra do cinema feito no mundo lusófono, onde serão exibidos 29 filmes oriundos de Portugal, Brasil, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Cabo-Verde.

Esta primeira edição caracteriza-se por uma selecção de filmes criados sobretudo por jovens realizadores, que deixam uma marca de irreverência, com um olhar atento sobre o quotidiano.

Desde filmes de ficção, experimentais, animação até ao documentário, a MOSTRALÍNGUA terá a sua sessão de abertura às 20h com a projecção do documentário fora de competição “Ainda há Pastores?” de Jorge Pelicano (que também integra o júri do festival), decorrendo depois em 7 sessões competitivas ao longo da noite de sexta-feira, e durante a tarde e noite de Sábado.

LOCALIZAÇÃO
MUSEU DA ÁGUA, Coimbra
Parque Dr. Manuel Braga (junto às docas)

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terça-feira, 20 de novembro de 2007

adiamento da reforma ortográfica em portugal


O governo de Portugal deve mesmo pedir aos outros sete países de língua portuguesa que a reforma ortográfica, que pretende unificar a escrita do português, seja adiada em dez anos conforme já anunciado neste blog. A decisão foi divulgada pela ministra da Cultura de Portugal, Isabel Pires de Lima, durante uma sessão de perguntas e respostas no Parlamento, na semana passada.

Segundo Maria do Céu Novais, assessora de imprensa da ministra, "este foi o período considerado mais adequado pelo Ministério da Cultura e pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. A proposta de moratória deverá ser apresentada aos outros países no momento certo".

O acordo vinha sendo atacado por setores ligados ao mercado editorial português, que não quer mudar seus arquivos. Além disso, a proposta de adotar a reforma ortográfica no ano seguinte à assinatura do acordo contraria a lei portuguesa que prevê que os livros escolares durem quatro anos.

Com a aprovação do tratado por parte de São Tomé e Príncipe, o número de países que vão adotar as modificações chegou a três - os outros são Brasil e Cabo Verde -, o que garante a sua validade.

Como o tratado prevê que, antes da entrada em vigor da reforma, é preciso que se chegue a uma ortografia comum para as palavras nos países participantes, um cronograma mais apressado pode fazer com que aqueles que ainda não assinaram o tratado fiquem de fora.

Assinado em 1990 com o objetivo de passar a vigorar em 1994, o acordo ortográfico teve um protocolo que o modificou em 1998 - que prevê que bastam três países para que ele entre em vigor, e não os sete iniciais (Timor Leste ainda era controlado pela Indonésia).

O tratado deverá modificar 0,48% das palavras atualmente usadas no português do Brasil e 1,42% das que são utilizadas em Portugal.

Para saber mais leia:
uma nova língua portuguesa

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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

uruguai torna obrigatório ensino de português para alunos 6º ano


No ano lectivo de 2008, a Língua Portuguesa passa a ser disciplina obrigatória para os estudantes uruguaios que frequentem o 6º ano de escolaridade, anunciou o governo uruguaio.

Até agora, o ensino do Português como língua estrangeira nas escolas uruguaias tinha um carácter facultativo: os estudantes do secundário podiam optar por fazer a disciplina, a qual, no entanto, tinha um estatuto de matéria extracurricular.

A única excepção eram as escolas primárias situadas nos departamentos fronteiriços com o Brasil, onde o Português era já ensinado e onde se fazem estudos de investigação sobre os chamados Dialectos Portugueses do Uruguai (DPU), conhecidos na gíria linguística como o «portuñol».

Por razões geográficas e sociológicas, nesses departamentos fronteiriços «existem inúmeras escolas primárias onde está implementado, desde 2003, o ensino bilingüe em Espanhol e Português, que é coordenado por um programa nacional do Departamento de Educação Bilingüe da ANEP (Administração Nacional da Educação Publica).

A existência deste programa reconhece oficialmente que o Português é a língua materna de muitas crianças que estudam nas escolas de fronteira com o Brasil e para as quais o Espanhol funciona como uma língua secundária.

No âmbito do ensino público, os estudantes uruguaios podem frequentar, de forma extracurricular, cursos de língua portuguesa promovidos pelos Centros de Línguas Estrangeiras espalhados pelas principais cidades do Uruguai.

As instituições privadas de ensino do Português Língua Estrangeira (PLE) no Uruguai, reconhecidas por instituições educativas brasileiras, são o Instituto de Cultura Uruguaio - Brasileiro e o Club Brasil, ambas com sede em Montevideo.

Fonte: Agência Lusa

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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

lusofonia em destaque na galizia


A Lusofonia é o eixo central da 15ª edição da Feira de Artes Cénicas da Galiza, que entre 23 e 27 de Outubro leva ao público galego espectáculos de companhias de Portugal, Cabo Verde e Brasil.

A região espanhola da Galiza anda flertando já há algum tempo com a lusofonia, tanto que anunciou no último Congresso da Lusofonia no mês passado que quer participar nos acordos sobre a língua portuguesa, através de uma academia que será formalizada no próximo ano. Segundo Ângelo Cristóvão, secretário da Associação Amizade Portugal/Galiza, esta associação está envolvida no projecto de criação da Academia Galega da Língua Portuguesa. A apresentação do projecto da Academia Galega da Língua Portuguesa estará a cargo de três académicos galegos, um dos quais Martinho Antero Santalha, que deverá ser o primeiro presidente da nova academia – segundo a agência Lusa. O catedrático natural do Teixoso (Covilhã) é considerado pela organização um “vulto da língua portuguesa”.

Agora a Galizia vai prestigiar a lusofonia no certame, o conhecido festival de teatro e dança realizado na Galiza. O festival conta com as participações do grupo cabo-verdiano Raiz de Polon e da Companhia do Centro Cultural do Instituto Camões no Mindelo (Cabo Verde), com o espectáculo «Cloun Creolus Dei», uma co-produção com o Teatro Meridional (Portugal).

Participam ainda a Companhia Silvana Abreu, do Brasil, e a portuguesa Graça Ochoa/Circolando, com a peça infantil «A Galinha da Minha Vizinha», num programa conseguido com o apoio do Instituto Camões e do Ministério da Cultura.

Para os promotores do certame, a abertura à Lusofonia centra-se no reconhecimento de «todo o território de expressão portuguesa como o espaço natural mais próximo à Galiza, tanto cultural como geograficamente».

Além dos espectáculos, espera-se que a feira ajude a fomentar a circulação de espectáculos galegos nos palcos portugueses, a presença de agentes culturais lusos na Galiza e a aproximação ao público galego da oferta cénica portuguesa.

Além das quatro companhias lusófonas, a edição deste ano da feira conta com espectáculos de 21 companhias galegas.

A Academia Galesa de Língua Portuguesa
A Galiza, vale lembrar, já participou como convidada na discussão dos acordos ortográficos em 1986 e 1990, mas não de uma forma institucional. Na Galiza, região da Espanha onde fica Santiago de Compostela, por exemplo, 80% da população fala o galego, dialecto/língua que os pesquisadores defendem ter a mesma origem do português.

Nas relações entre Portugal e Espanha, o académico português Malaca Casteleiro defendeu que a língua portuguesa pode ser a solução para o diferendo com quase dois séculos entre os dois países pela disputa do território de Olivença. Malaca Casteleiro está convencido de que “politicamente Portugal não conseguirá trazer Olivença para o lado de cá e deve reconhecer a situação de facto de que está sob o domínio espanhol”. “Portugal devia era defender que tivessem dupla nacionalidade e disponibilizar o ensino da língua portuguesa no território”, defendeu. “É quase impossível continuar a batalhar por Olivença do ponto de vista político, mas é possível do ponto de vista cultural e da língua”, sustentou.

Fonte: Agência Lusa

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terça-feira, 23 de outubro de 2007

espólio de jorge amado pode sair da bahia


Jorge Amado talvez não seja o mais importante escritor brasileiro, mas certamente é o mais conhecido, tanto no brasil quanto no exterior. Negar a importância de Jorge Amado é virar às costas a literatura brasileira. Mas há quem dê.

O Brasil está em risco de perder espólio de Jorge Amado. Cerca de 250 mil peças de valor histórico e literário que eram do autor de "Tieta do Agreste" poderão ser doadas a uma universidade americana por falta de recursos para sua manutenção. O acervo - dividido entre Casa de Cultura de Salvador e a residência onde o escritor e a sua mulher, a também escritora Zélia Gattai, de 91 anos, viveram, no mesmo Estado - reúne 70 anos de vida literária e política do escritor baiano.

As universidades de Harvard (EUA) e de Bari (Itália) já manifestaram publicamente o seu interesse em acolher o espólio, mas uma solução poderá passar por Portugal. O embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, disse à agência Lusa estar disponível para procurar junto das autoridades e universidades portuguesas uma solução. "Teremos entidades em Portugal para receber e tratar este património do escritor, que tem uma relação forte e presença significativa na cultura portuguesa", assinalou o diplomata.

O abandono do espólio foi tornado público, no início deste mês, pelo ex-presidente da República de Portugal, Mário Soares, que alertou o governo da Bahia. Logo foi prometida uma solução para o caso e prometidos 100 mil euros para a Fundação Casa de Jorge Amado.

Contudo, o filho do escritor brasileiro falecido em 2001, João Jorge, adianta que "o governo estadual aguarda um parecer da Procuradoria de Estado" sobre o caso. E explica "Em Março foi suspenso o acordo que garantia a quota mensal de aproximadamente 30 mil euros, sob a alegação de que o valor não poderia ser usado para pagar despesas pessoais já que a instituição é de cunho privado".

Só graças à pressão feito por intelectuais é que a Fundação obteve o acréscimo de cerca de 70 mil euros, para que ser utilizado ao longo de seis meses.

O primeiro contacto feito pela Universidade de Harvard para incorporar o acervo do escritor baiano aconteceu "há pouco mais de 20 anos". "Na época, houve uma mobilização muito grande e Jorge Amado não aceitou a proposta porque, para ele, toda a sua obra e as homenagens recebidas pertenciam aos baianos", recorda a directora da Fundação.

Já o escritor João Ubaldo Ribeiro revela que o espólio, a ser doado, "seria uma perda lamentável para a história literária brasileira" e uma falta de respeito "para com o nosso maior escritor".

Todos os brasileiros deveriam dar um grito. Será que nenhuma universidade brasileira, principalmente a baiana, não poderia ficar com este espólio? Ou melhor algum museu? A velha história do dinheiro.

Enxertos: Jornal de Notícias

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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

uma nova língua portuguesa

language

A língua portuguesa vai mudar, pelo menos no que diz respeito a ortografia. Contudo, a primeira reforma ortográfica do século 21 divide opiniões de quem depende da língua portuguesa para viver. Para uns, é pertinente à medida que reduz excessos e unifica a língua. Para outros, desnecessária.

A língua portuguesa é falada por cerca de 220 milhões de pessoas no mundo, o que coloca o idioma na quinta posição entre os mais falados do planeta. Entretanto, o português é o único idioma ocidental a adotar duas grafias oficiais: a brasileira e a portuguesa. Com o objetivo de facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre os países e a divulgação mais ampla do idioma e da literatura em língua portuguesa foi criado o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que busca unificar o registro escrito nos oito países que falam o idioma - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.

A implementação do acordo, adiada diversas vezes desde 1994, poderá ocorrer a partir de Janeiro de 2008 nos três países da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) que já ratificaram o protocolo: Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
Apesar de já poder vigorar, os países lusófonos ainda não decidiram quando a reforma ortográfica deve ser implementada nem o prazo de adaptação a ela. Segundo Carlos Alberto Xavier, assessor do ministro da Educação, Fernando Haddad, o MEC precisa de uma definição quanto a data até o fim de 2007, quando será lançado o edital de compra de livros escolares para 2009. A ideia seria que, daqui a dois anos, os alunos da rede pública brasileira já estudassem com um material adaptado e que as novas regras já fossem incorporadas no mercado editorial.

No entanto, o projeto tem tido duras críticas, primeiro, pela falta de debate que o acordo teve nos meios científicos. Segundo, pelo prejuízo que as editoras teriam, já que os livros teriam que sofrer revisões, serem reeditados. Outro empecilho a decisão de implantação é Portugal, pátria-mãe da língua em questão que ainda não ratificou o acordo.

As modificações propostas afetam mais os portugueses que os brasileiros. Com a reforma, 1,5% dos dicionários de lá serão modificados, assim como o dos demais países que seguem o vocabulário lusitano. No Brasil esse percentual cai para 0,5%. Em um artigo publicado em maio no Jornal de Letras, de Portugal, a ministra da Cultura daquele país, Isabel Pires de Lima, mostrou-se favorável ao acordo. No entanto, ela sinalizou para a adoção do acordo somente daqui a dez anos, prazo considerado inviável para o governo brasileiro. Segundo Isabel, esse seria o tempo necessário para as editoras se adaptarem à reforma.

As mudanças
HÍFEN
Não se usará mais quando:
• o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em “antirreligioso”, “antissemita”, “contrarregra”, “infrassom”. Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r-, ou seja, “hiper-”, “inter-” e “super-”, como em “hiper-requintado”, “inter-resistente” e “super-revista”
• o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com vogal diferente. Exemplos: “extraescolar”, “aeroespacial”, “autoestrada”

TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados

ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar:
• “pára” (flexão do verbo parar) de “para” (preposição)
• “péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o artigo)
• “pólo” (substantivo) de “polo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”)
• “pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo) e “pelo” (combinação da preposição com o artigo)
• “pêra” (substantivo - fruta), “péra” (substantivo arcaico - pedra) e “pera” (preposição arcaica)

ALFABETO
Terá 26 letras, ao incorporar “k”, “w” e “y”

ACENTO CIRCUNFLEXO
Não se usará mais:
• nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados. A grafia correta será “creem”, “deem”, “leem” e “veem”
• em palavras terminadas em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo”, que se tornam “enjoo” e “voo”

ACENTO AGUDO
Não se usará mais:
• nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “jibóia”
• nas palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Ex: “feiúra” e “baiúca” serão grafadas “feiura” e “baiuca”
• nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”. Com isso, algumas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem

GRAFIA
No português lusitano:
• desaparecerão o “c” e o “p” de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como “acção”, “acto”, “adopção”, “óptimo”, que se tornam “ação”, “ato”, “adoção” e “ótimo”
• será eliminado o “h” de palavras como “herva” e “húmido”, que serão grafadas como no Brasil – ”erva” e “úmido”

Fontes: Jornal O Povo e ComuniWEB

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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

aprendi a não dizer (10 palavras)

açougue, mas sim talho.
água sanitária, mas sim lixívia.
apontador, mas sim afia quando quero um lápis com ponta.
alô, mas sim quando atendo o telefone.
bacia, mas sim alguidar quando quero o objeto para colocar roupa de molho.
bala, mas sim rebuçados quando quero uma bala.
conversível, mas sim descapotável quando falamos de carro.
durex, mas nunca mesmo, quando quero fita cola, senão recebo o preservativo.
grampeador, mas sim agrafador.
trem, mas sim comboio quando falo do meio de transporte.

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